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Domingo, 24 / 02 / 08

Norte & Sul



Grande momento de nostalgia, rever esta série que, em Portugal, passou na RTP em finais da década de 80. Foi reprisada no canal RTP Memória em 2005.

Lembro que ficava agarrada à série assim que explodia a melodia. Brummmmm Tãaaa, nãaaa, ta, na, naaaa, ta, na, na, na, naaaaa… Pois é!

A história é bonita, as interpretações e os cenários deslumbrantes. E a música! Oh! Que maravilha! Retrata a guerra civil Americana que começa em 1861 (faz tão pouco tempo, não é mesmo?) e termina em 1865. A América ainda repousava a sua economia na mão-de-obra escrava, embora o Norte do país tivesse se afastado dessa dependência e se industrializado. Existiam 34 Estados, sendo que em 19 a escravatura estava abolida mas em 15 Estados do Sul era permitida. Em 1861 antes que Abrahan Lincoln, um anti-esclavagista assumisse a presidência, 11 dos 15 Estados do Sul separaram-se da nação para criar um novo País: os ESTADOS CONFEDERADOS DA AMÉRICA.

Era a guerra. Os americanos viraram-se uns contra os outros, amigos contra amigos, irmãos contra irmãos, numa luta até à morte. Até os dias de hoje esta divisão se faz sentir.

Da série retenho lições que mais tarde aprendi. Sobre a escravatura sabe-se aquilo que nos conta a ficção. Em pequenos somos informados que a escravatura existiu mas que terminou, porque os homens reconheceram que somos todos iguais. Pois sim! As razões para o fim da escravatura na maioria dos casos foi, como é sempre, mais económica do que moralmente correcta. E como tudo na vida, nada é só preto e branco. A maioria está no cinzento. Alguns escravos não se importavam com a sua condição, embora a liberdade fosse sempre desejada. Muitos eram alforriados e trabalhavam na condição de pessoas livres. Livres para abandonar o seu posto de trabalho se quisessem. Alguns senhores fizeram amizade com estes serviçais. Alguns ex-escravos compravam os seus próprios escravos e muitos que ficaram livres, ficaram sem ter o que fazer e como viver. A escravatura sempre existiu, ainda existe e não é exclusiva nem nunca foi a uma etnia nem mesmo praticada apenas entre etnias diferentes. Esta é a área cinzenta. Depois temos o branco e o preto. Que é o que a ficção costuma nos mostrar: os senhores cruéis (como Juntin) que torturam e matam sem piedade, os escravos que são bondosos uns com os outros e só querem a felicidade que vem sempre com a liberdade (Priam).

Uma cena ficou retida na memória ao rever a série: Orry vai visitar o seu amigo George e aproveita para conhecer a fundição de ferro. Os dois caminham pela fábrica, quando Orry pára estarrecido e pergunta a George quem são aquelas pessoas – referindo-se a uma mulher vestida em trapos mais as suas crianças, a viver num casebre no meio de animais, todos em maltrapilhos. George responde que aquelas são as acomodações dos empregados. Orry fica em choque. Aquelas não são melhores condições de vida, mas piores, que as dos seus escravos. “Mas são livres para ir embora” – responde George. “Ai sim?”- diz Orry.

Orry referia-se, é claro, ao facto daquelas pessoas terem de ficar ali, naquelas condições deploráveis, por ali ao menos terem o que comer. Matavam-se a trabalhar, morriam se ficassem doentes, e andavam sempre na miséria a viver na imundice. Irem embora, claro que podem. Mas estariam a condenar-se também à miséria. Isto não é uma prisão?

Esta é a actual forma de escravatura que temos hoje em dia. A exploração. A liberdade é um bem precioso, sem dúvida. Mas é relativa. Continua a ser mais para uns e muito menos para outros.




TRIVIAL:

Kirstie Alley e Parker Stevenson (Virgilia e Billy Hazard 2) conheceram-se nesta série e foram casados por muitos anos.
Lesley Anne Down e Don Fautleroy (Madeleine e um assistente de câmera da série) conheceram-se e casaram-se.
James Read e Wendy Kilbourne (George e Constance) que fizeram o par romântico na ficção apaixonaram-se de verdade, durante um ensaio para uma cena de dança. Casaram em 1988.
Genie Francis e Jonathan Frakes (Brett e Stanley) também se apaixonaram na série, casaram em 1987 e tiveram filhos.
Patrick Swayze levou James Read para o seu rancho para que este aprendesse a andar a cavalo.




Questões para pensar e responder:
1- Acham que por detrás dos personagens, Madeleine e Orry estavam realmente em sintonia?

2- Vejo na loura Brett um olhar mais malévolo que no da morena Ashton. Quem acha que se devia acabar com o estereótipo de “loura de olhos azuis meiga” “morena de olhos castanhos maldosa” e é pena as actrizes não terem trocado de papéis?




English Version:
What a wonderful tv-series! It hook me by the start, with that drum, flute and violin melody. Brummmmm Tãaaa, nãaaa, ta, na, naaaa, ta, na, na, na, naaaaa…

It’s a nice story, made with great costumes and scenery attention, about the 1861 American civil war.

Two friends, one from the North other from the South, meet in a train, on their way to the West Point Academmy. There they make their worse enemy for life: Elkanah Bent. The nation is being shacked by two opposites ideals: the end of slavery and the maintaining of it. Some say slavery should finish because emigrant handwork is cheaper and industrialization in the way to the future. Others say this is nonsense and the nation economy would collapse without it. Unfortunately, this division of opinion is also regional: the North defends industrialization, the South, slavery. A division that still has their consequences to this day.




Abrahan Lincoln is going to became the president of the USA and wants the end of slavery (it is reported he too descended from slavery people, witch is probably true, it happened a lot). General Lee and others do not. American is about to enter a 4th years war, with several human casualties. Brother killing brother, friend killing friend, families being devastated, hunger and misery for almost all.

A scene stayed with me when I re watched this tv show. Orry is visiting is friend George in the Iron Factory when he stops walking, looks shocked and asks who were this people – referring to a woman in rags and some small children, living with animals in a very old and dirty shag. George says they are the workers. Orry is shocked by their living conditions and says it’s worse than slavery conditions. George answers: but they are free. Are they?- questions Orry.

This stayed with me because it’s so true. To this day, this is another type of “legalised” slavery. People are free but if they don’t submit to some deplorable living and working conditions, they die of starvation, because exploration work is what is available. So, where those people, emigrant ones, really free? Or where they living another type of prison, with a few money change and liberty but not better opportunities?




TRIVIA:
Kirstie Alley and Parker Stevenson (Virgilia e Billy Hazard 2) met in this tv show and stayed married for many years.
Lesley Anne Down and Don Fautleroy (Madeleine and a North and South assistant camera man) met and got married.
James Read and Wendy Kilbourne (George e Constance) who made a romantic pair on the series, felt in love during a dance rehearsal scene. They got married en 1988.
Genie Francis and Jonathan Frakes (Brett e Stanley) also felt in love in this series. They got married in 1987 and got children.
Patrick Swayze took James Read to his ranch for him to learn how to ride a horse.




Unanswered questions:
1- Do you think that, behind their characters, Madeleine and Orry were really on sync?

2- I see a malicious look in the blond blue eyes Brett. Do you think the actress should have play instead the sister Ashton? Let’s put an end to the blond blue eyes-angelical woman versus the brunet, brown eyes evil sister stereotype!

publicado por TV Mania às 20:57
Segunda-feira, 18 / 02 / 08

V- A Batalha Final

Foi vista com entusiasmo por milhares de portugueses aquando a sua primeira exibição, em 1985. Esta série de ficção cientifica fez as delícias de quem a seguia religiosamente. Todos queriam ver os lagartos por debaixo dos corpos humanos! Vivia-se para o momento em que a falsa pele era rasgada, denunciando assim a pessoa não-humana.

A série voltou a repetir (1 e 2) no verão de 1987 mas desta vez, as mesmas imagens tiveram um outro sabor. V é uma série fantástica pela forma como cativou a audiência mas, a bem da verdade, a qualidade não é boa. Revê-la dois anos depois foi tomar consciência desse seu lado. “Piroso”e “canastrice” são dois adjectivos que vêm à mente. As interpretações deixam a desejar e o medo que primeiramente existiu na primeira exibição não tinha razão de ser. A história foi apresentada com a qualidade da pior das séries B ou daqueles filmes pirosos que inundam as madrugadas da TVI. Mas se tudo isto faz diferença? Não!

Na lembrança de quem a viu, V continuará a ser um bom momento televisivo, como de facto foi. Mais que não seja, dá para apreciar pelo seu lado canastrão e piroso. Afinal, também sabe bem sentar diante da televisão com um balde de pipocas (adereço alternativo) e usufruir de um muito mau filme, que se pretendeu sério. Na verdade, é até mais divertido!

Na história, os ETs chegam à terra em suposta missão de paz e depressa começam a controlar tudo. Um grupo de rebeldes humanos são a sua única oposição e, aos poucos, conseguem as suas conquistas mas também, as suas derrotas. Só que, perder para um alienígena resulta em assustadoras realidades alternativas: os “lagartos” servem-se de humanos como alimento! Os alienígenas controlam a mente e têm armas e tecnologia muito mais avançada que a humana. A morte por tiro de arma-lazer é até uma bênção, diante das alternativas.

E como não podia deixar de ser, fazem experiências genéticas connosco, inclusive o cruzamento das espécies! Estes extraterrestres com pele de lagarto, têm uma voz esquisita, emitem sons, comunicam entre si por telepatia, usam óculos escuros por sensibilidade à luz e têm hábitos alimentícios repulsivos. Ai, que medo!
.
Veja:


publicado por TV Mania às 18:16
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